Rir ou não está no mesmo gene

Um novo estudo mostra que as reações de pessoas que riem e dão gargalhadas em um momento divertido, enquanto outras sorriem ou nem isso, estão no DNA. A pesquisa foi publicada em 1º de junho pela American Psychological Association (APA ou Associação Americana de Psicologia) no periódico Emotion.

As pesquisadoras Claudia M. Haase, da Universidade Northwestern, e Ursula Beermann, da Universidade de Genebra, foram as coautoras do estudo – conduzido nos laboratórios de Dacher Keltner e Robert W. Levenson, da Universidade da Califórnia. Elas descobriram que uma variação do gene 5-HTTLPR determina as expressões de emoções positivas, como rir e sorrir.

Em estudos anteriores, o mesmo gene foi ligado às emoções negativas. Portanto, a nova descoberta oferece uma forte evidência de que ele também pode determinar reações positivas, pois está relacionado à regulagem da serotonina – neurotransmissor envolvido no humor.

Todo gene tem duas formas alternativas (que podem ser mais curtas ou longas), chamadas de alelos; os humanos herdam um do pai e um da mãe. Enquanto outras pesquisas relacionavam os alelos curtos às emoções negativas, esta, por sua vez, afirma que a variação amplifica as reações emocionais tanto para momentos bons quanto ruins.

“Pessoas com alelos curtos podem se animar bastante em ambientes positivos e sofrer muito nos negativos, enquanto aquelas com a alternativa longa são menos sensíveis ao clima à volta”, diz Claudia Haase.

O experimento

As pesquisadoras analisaram, em 3 situações diferentes, pessoas jovens, de meia-idade e idosas. Elas foram expostas a desenho animado, trailer de filme e discussão de relacionamento com o parceiro.

Todos os participantes tiveram suas expressões analisadas por especialistas em expressões faciais para a constatação: por exemplo, se riam ou apenas sorriam, e se o riso era o genuíno ou não. Os pesquisadores também coletaram a saliva dos participantes para analisar o gene 5-HTTLPR – confirmando que o alelo menor estava presente nas pessoas que riam de forma verdadeira.

“Esse estudo serve de grande suporte para a ideia de que emoções positivas estão sob o mesmo teto que as negativas: no curto alelo”, conclui Robert W. Levenson.

Fonte: EurekAlert! / Universidade Northwestern

      

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