O excesso ou a redução de saliva podem ser problemas bucais?

13954-ela-vive-na-boca-do-povo-e-e-considerada-slider_medias-1Ela vive na boca do povo e é considerada uma proteção para os dentes. De fato, a saliva tem muitos benefícios, mas será que a sua quantidade diária pode influenciar diretamente na saúde bucal?

 

Você sabia que a saliva possui uma forte influência na nossa saúde bucal? Na medida certa, ela ajuda a controlar a cárie, deixa seus dentes mais limpos e ainda previne o mau hálito. De acordo com dentistas, uma pessoa adulta costuma produzir, diariamente, cerca de um a dois litros de saliva por dia e essa quantidade é essencial para manter a boca sempre úmida e protegida. Apesar de todos os benefícios, será que a falta ou o excesso de saliva pode significar problemas bucais? Para esclarecer, convidamos o cirurgião-dentista Max Ferreira.

ENTENDA A FALTA E O EXCESSO DE SALIVA

Em algumas fases da vida a falta e o excesso de saliva podem ser fatores bem comuns. Um bebê, por exemplo, acaba produzindo uma quantidade maior do líquido devido a dificuldade de engolir. Já os idosos podem sofrer bastante com a falta do fluido por conta do efeito de alguns remédios. O profissional atenta que esses cenários podem evoluir para algo mais grave, por isso, devem ser sempre acompanhados por um dentista.

Os riscos de cada quadro podem ter grande influência da boca e de problemas que afetam a saúde geral. “A falta de saliva é chamada de xerostomia e representa um grande problema, pois inúmeros fatores podem estar envolvidos, como insuficiência na ingestão de fluidos, medicamentos, doenças como diabetes e infecção por HIV”. Já o excesso do líquido é conhecido como sialorréia. “Algumas causas desse quadro são leves e não necessitam de tratamento, porém as situações mais graves podem necessitar de intervenção cirúrgica”, afirma.

COMO O PACIENTE PODE IDENTIFICAR O PROBLEMA?

Sentir sede a todo momento é um dos sintomas que mais ajudam a identificar a falta de saliva. De acordo com o dentista, a xerostomia causa uma sensação de secura que pode vir acompanhada de sérios problemas bucais, como a facilidade no desenvolvimento de cáries e de doenças periodontais. Já o excesso, acaba refletindo em uma sensação de sufoco e no desenvolvimento de algumas feridas ao redor da boca, queixo e pescoço – bem parecido com uma dermatite.

TRATANDO AMBOS OS CASOS

Max garante que existem tratamentos para os dois casos, que vão variar de acordo com a gravidade do problema. No quadro de xerostomia, goles contínuos de água, saliva artificial e determinadas medicações podem amenizar a doença. Já a sialorréia, a terapia pode ser dividida em dois cenários. “Os casos leves não necessitam de tratamento ou podem estar associados com doença de refluxo gastroesofágico. Os mais severos necessitam de intervenção terapêutica com o uso de remédios ou cirurgias”, esclarece.

Por isso, se o seu problema for o excesso ou a falta de saliva, não prolongue uma visita ao profissional. “O dentista é importantíssimo no diagnóstico da doença e ,dependendo do grau da patologia, pode realizar os tratamentos necessários”. Nos graus mais severos, ambas as complicações necessitam de uma abordagem multidisciplinar, com a ajuda de um segundo especialista.
Fonte: Sorrisologia

      

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