Gestação e a Formação dos dentes do bebê

Os dentes de leite iniciam sua formação por volta da sexta semana de gestação e os dentes permanentes por volta do quinto mês de gestação. Por isso, é fundamental uma alimentação equilibrada e visitas regulares ao dentista para que possa orientar sobre os cuidados com os dentes da mamãe e a preparação para a formação dos dentes do bebê.

Carências de vitaminas e sais minerais podem levar às más formações nos dentes de seu bebê. Caso haja necessidade, seu médico obstetra complementará com vitaminas. Como no Brasil a maioria das cidades apresenta água fluoretada a gestante não necessitará nenhum tipo de complemento de Flúor ou uso de medicamentos ou polivitamínicos que contenham flúor.

Alterações na saúde da gestante também poderão influenciar na formação dos dentes do bebê. Doenças sistêmicas, fumo, bebidas alcoólicas e infecções durante a gestação podem ocasionar dentes mal formados ou problemas com o bebê.

Saúde oral da gestante

A gestação pode alterar a sensibilidade e fragilidade das gengivas e dos outros tecidos que suportam os dentes. Estas alterações tornam a gengiva mais suscetível às inflamações e infecções que são chamadas de doenças periodontais. A inflamação na gengiva é a gengivite, e a infecção, com perda do osso de suporte é a periodontite. Isto ocorre pelas alterações hormonais e na flora oral (saliva) da gestante. Gestantes portadoras do diabetes com surgimento durante a gestação (diabetes gestacional) ou já existente (tipo 1, tipo2 e MODY) possuem maior risco a doença periodontal.

Assim, os cuidados com higiene são fundamentais. Pesquisas recentes relacionam as doenças gengivais durante a gestação com o nascimento de bebês prematuros e de baixo peso. Desta forma os cuidados com as gengivas durante a gestação são fundamentais para a saúde fetal.

A gestante pode passar por qualquer tratamento odontológico. No entanto, alguns cuidados são necessários. Iniciar o tratamento após o terceiro mês de gestação, quando possível, é mais seguro para o desenvolvimento do bebê.

Os dentes da mãe não se alteram durante a gestação. A má higiene sim. Caso tenha cárie, esta é decorrente das condições locais (alimentação com excesso de açúcares, má higiene oral e alterações na flora oral).

Quando a gestante tem muita sensibilidade nos dentes, esta poderá estar relacionada aos vômitos frequentes por períodos prolongados.

O refluxo ácido na cavidade oral provoca uma erosão ou desgaste dos dentes que causa, muitas vezes, sensibilidade aos alimentos frios ou quentes.

Pré-natal odontológico

Toda gestante deve visitar o dentista periodicamente em todos os trimestres da gestação, assim poderá prevenir ou tratar as doenças orais, como cárie e doença periodontal.

A gestação gera alterações hormonais importantes que podem causar problemas gengivais desencadeando maior sensibilidade nas gengivas. Este quadro acaba por dificultar a higiene provocando inflamações importantes nas gengivas. Há evidências científicas de que estas inflamações, quando não tratadas podem desencadear partos prematuros e bebês de baixo peso.

A odontologia fornece condições seguras de atendimento em qualquer fase da gestação, desde que todos os protocolos de segurança sejam seguidos. A correta investigação da saúde da gestante e o trabalho conjunto com o ginecologista e obstetra são importantes no acompanhamento do tratamento odontológico quando necessário. O período de maior conforto do atendimento é no segundo trimestre de gestação.

No atendimento do pré-natal, a gestante deverá aprender como amamentar e cuidar da boca do seu bebê para que as gengivais e arcadas do bebê desenvolvam corretamente. Recebe orientação para a estimulação do mamilo e como cuidar durante a amamentação para evitar rachaduras ou mastites. Posição correta para a amamentação e a importância de amamentar dos dois lados das mamas.

Quando não é possível amamentar no peito a orientação para os diferentes tipos de bicos de mamadeira ajudam a simular os estímulos que a amamentação natural realiza para o bom desenvolvimento das arcadas do bebê. O mesmo para a utilização de chupetas. Em geral, elas são contra indicadas, mas se a fase de sucção for prolongada é possível ajudar a transição com o uso racional de chupetas e com a devida orientação quanto ao seu tamanho e forma.

A transição de alimentos líquidos, copo, e alimentos semilíquidos, pastosos, semiduros e duros, além da questão alimentar, é fundamental para o correto desenvolvimento dos arcos dentais. A orientação para esta transição ajuda no aprendizado da mastigação que será importante para o futuro desenvolvimento dos músculos da mastigação. A transição alimentar juntamente com o acompanhamento da erupção dos dentes de leite ajudam para que a mastigação seja bilateral e balanceada evitando mordidas cruzadas posterior ou anterior.

Fonte:

guiadobebe.uol.com.br

      

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